No começo, fiquei constrangida. Parecia que as pessoas saudáveis e praticantes de atividades físicas tinham invadido as ruas hoje de manhã. Não que eu não seja adepta das práticas esportivas, mas elas deveriam ser proibidas nas manhãs de sábado e domingo.
Comecei a olhar dentro dos carros, procurando um olhar cúmplice, alguém pra dividir a culpa. Mas ninguém roía as unhas e se escondia dos pedestres e ciclistas como eu.
Antes que a culpa me consumisse, resolvi atropelá-la. Sim, eu vou pra balada e volto às seis da manhã. Sim, eu moro na Vila Madalena e trabalho na Barão de Limeira, e pra lá não tem ônibus direto . Não, eu não vou acordar uma hora mais cedo e pegar um ônibus de ressaca para trabalhar no sábado de manhã.
É, eu aderi ao carro no Dia Mundial sem Carro! Sou do antimovimento. Pensando nas horas a mais de sono e na chatice que é seguir a turminha do politicamente correto, não vejo nada de errado nem de mau gosto nisso.
No fim, adorei o Dia sem Carro. Assim, me livrei dos outros pra andar à vontade com o meu.
Outubro 3, 2007 às 5:20 am
No dia mundial de esquecer o carro peguei um congestionamento monster na marginal pinheiros… me senti melhor depois disso, eu não era o único ERRO no mundo…