A papagaiada da reunião do Grupo do Rio, na última sexta-feira, me lembrou muito as brigas que tinha com meu irmão dos cinco aos doze (e ele dos 12 aos 17). Eu era a pentelha birrenta e bicuda, a la Correa, e ele o mais velho e mais forte, que achava que podia dar porrada sem pedir licença, numa linha meio Uribe de ser.
Mas o conflito sempre acabava rápido. Com o espírito do dominicano Leonel Fernández, minha mãe logo chegava, acabava com a palhaçada e mandava a gente fazer as pazes. Ganhava mais moral aquele que tomasse a iniciativa de levantar e dar o abraço primeiro, como o Uribe beijoqueiro.
Pra nós, faltava o Chávez cantando “Quisqueya”, mas sempre selávamos a paz com uma musiquinha que dizia assim: “nós somos amiguinhos, nós trocamos (?) de bem, bemrerembembembem!”.
Era só o que faltava para os amiguinhos presidentes do Grupo do Rio.